O setor brasileiro varejista de alimentos representou aproximadamente 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2006. De acordo com a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), o setor varejista de alimentos no Brasil registrou receitas brutas de R$ 124,1 bilhões em 2006, representando um aumento de 4,8% sobre 2005. O setor varejista de alimentos no Brasil é altamente fragmentado. Todavia, apesar da consolidação dentro do setor varejista de alimentos, em 2006, as três maiores redes de supermercados representaram aproximadamente apenas 34,1% do setor varejista de alimentos em 2006.
De acordo com a ABRAS, nossas vendas brutas representaram 13,3% das vendas brutas de todo o setor varejista de alimentos em 2006.
A presença estrangeira no setor varejista de alimentos brasileiro começou com a rede varejista líder na França, o Carrefour, que inaugurou seu primeiro hipermercado há 32 anos. Na última década, a rede internacional Wal-Mart ingressou também no mercado brasileiro, a maior parte por meio da aquisição de redes domésticas de varejo de alimentos, e a competição no setor intensificou-se. Os pequenos e médios varejistas representam 65,9% do setor segundo a ABRAS. Por esse motivo o setor de varejo de alimentos é bastante competitivos. O nível de penetração de supermercados no Brasil hoje, em termos de número de supermercados em relação à população e área geral, é estimado ser menor que os níveis dos Estados Unidos da América e de muitos países da Europa Ocidental, tais como França, e de alguns países sul-americanos, como o Chile. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população total do Brasil era de aproximadamente 186,8 milhões de habitantes no final de 2006, posicionando o Brasil como o quinto país mais populoso do mundo, com uma população que cresce atualmente a uma taxa de 1,7% ao ano. Pelo fato de aproximadamente 82,8% da população viver em áreas urbanas e essa população urbana tem crescido a uma taxa maior do que a população brasileira como um todo, nosso negócio está particularmente bem posicionado para se beneficiar em economia de escala decorrente do crescimento urbano brasileiro. A cidade de São Paulo, com aproximadamente 11,0 milhões de habitantes atualmente, e o Rio de Janeiro, com uma população de aproximadamente 6,1 milhões, são as duas maiores cidades brasileiras. O Estado de São Paulo tem uma população total que excede 41,1 milhões de habitantes, representando aproximadamente 22,0% da população brasileira. O Estado de São Paulo é o maior, e o Estado do Rio de Janeiro o segundo maior mercado consumidor no qual operamos.
O setor brasileiro varejista de alimentos é essencialmente orientado para o crescimento, à medida que as margens do varejo são significativamente mais restritas do que aquelas de outros ramos de negócios. Somos, portanto, intrinsecamente dependentes das taxas de crescimento da população urbana do Brasil e de seus diferentes níveis de renda. Embora o custo de vida no Brasil seja menor em relação à América do Norte, à Europa Ocidental e ao Japão, a renda per capita no Brasil é substancialmente inferior.
A tabela a seguir apresenta as diferentes classes brasileiras, conforme classificadas pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística).
Classe Renda anual (em reais)
A Acima de R$ 33.648
B Entre R$ 20.028 e R$ 33.648
C Entre R$ 11.124 e R$ 20.028
D Entre R$ 5.088 e R$ 11.124
E Abaixo de R$ 5.088
A classe A representa somente 6% da população urbana, e a classe B representa 23% da população urbana.
As classes C, D e E representam, conjuntamente, 71% de toda a população urbana. Em anos recentes as classes C, D e E têm crescido, detendo agora um maior poder aquisitivo.
Os níveis salariais no Brasil têm se demonstrado, geralmente, defasados quando comparados com o aumento das taxas de juros e câmbio, bem como com níveis de preços. Acreditamos que o aumento do consumo das classes mais baixas acontecerá por meio de aumentos graduais nos salários e do constante crescimento da população.
Conforme observado nos anos imediatamente posteriores à introdução do real, até mesmo pequenos incrementos no poder aquisitivo geralmente implicam aumentos significativos no consumo em termos absolutos, assim como um aumento nos gastos com produtos alimentícios de primeira linha e com outros produtos não-alimentícios, inclusive produtos eletrodomésticos e eletrônicos.
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