CBD anuncia os resultados do primeiro trimestre de 2003
São Paulo, Brasil, 29 de Abril de 2003 - A Companhia Brasileira
de Distribuição (CBD) - (BOVESPA: PCAR4; NYSE: CBD), anuncia
os resultados do 1º trimestre de 2003. As informações operacionais
e financeiras da Companhia, exceto onde estiver indicado de outra
forma, são apresentadas com base em números consolidados e em Reais,
conforme a Legislação Societária, assim como as comparações referem-se
ao ano de 2002 e primeiro trimestre de 2002.
Vendas líquidas atingem R$ 2,6 bilhões, com crescimento
de 22,4% em relação ao mesmo período de 2002;
Vendas mesmas lojas crescem 8,5% no trimestre, com crescimento de
10,1% em produtos alimentícios;
Divisões Extra e Barateiro registram crescimento de dois dígitos
em vendas mesmas lojas;
Margem bruta de 28,2%, mesmo diante da manutenção de uma elevada
competitividade de preços por parte da CBD;
Despesas Operacionais atingem 20,2% das vendas líquidas do trimestre,
com diluição prejudicada em função do posicionamento da Páscoa (2º
trimestre);
EBITDA de R$ 209,6 milhões, com crescimento de 18,4% e margem de
8,0%;
Lucro líquido de R$ 40,6 milhões no trimestre;
A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) opera
494 lojas em 12 estados do País. A CBD atua sob
quatro formatos: supermercados (divisões Pão de Açúcar e
Barateiro), hipermercados (Extra) e lojas
de produtos eletrônicos/eletrodomésticos (Extra-Eletro). A CBD também
opera lojas sob as bandeiras Sé e Comprebem.
Comentários sobre Desempenho de Vendas
No 1o trimestre de 2003, a CBD apresentou vendas brutas de R$ 3.104,8
milhões e vendas líquidas de R$ 2.630,8 milhões, com crescimento
de 22,4% em relação ao mesmo período de 2002. Na mesma base de lojas,
nossas vendas líquidas cresceram 10,1% em produtos alimentícios
e 1,9% em produtos não alimentícios, o que gerou um crescimento
total de 8,5%. As Divisões Extra e Barateiro mantiveram o crescimento
de 2 dígitos no trimestre.
Vale lembrar que o calendário neste trimestre se mostrou bastante
desfavorável, uma vez que, em 2002, a Páscoa ocorreu no 1o trimestre,
enquanto que no exercício corrente ocorreu no 2o trimestre. Dessa
forma, apesar da Companhia ter registrado crescimento de dois dígitos
em Janeiro e Fevereiro, respectivamente, 10,0% e 12,5%, o fator
calendário impactou de forma significativa a performance de Março,
período em que registramos um incremento de vendas de 4,0%, inferior
à média dos dois meses anteriores. Entretanto se considerarmos apenas
as vendas das duas primeiras semanas de Março, portanto, excluindo
as vendas dos produtos de Páscoa, nosso crescimento foi de 14,1%,
demonstrando a continuidade da tendência de crescimento de 2 dígitos
nas "vendas mesmas lojas".
É importante ressaltar que a boa performance de vendas na mesma
base de lojas tem ocorrido não somente por um aumento no ticket
médio, mas também por um maior tráfego de clientes em nossas lojas.
Esse cenário reflete a estratégia da Companhia de reverter os ganhos
de escala obtidos nos últimos anos em valor agregado aos seus clientes,
através de uma crescente competitividade de preços.
Evolução das Vendas Líquidas - Consolidado*
Variação 2003/2002 (%)

* Os valores de vendas "mesmas lojas" incluem apenas lojas com no
mínimo 12 meses de operação.
OBS: Se deflacionadas pelo IPCA, as vendas totais tiveram desempenho
de 5,8% superiores ao mesmo período do ano anterior. Em mesmas lojas
o desempenho foi de -6,2%.
Comentários do Resultado
Mesmo diante da manutenção de uma elevada competitividade de preços,
a CBD, em função de ganhos de escala, de eficiência operacional
e em gestão de categorias, obteve uma margem bruta no 1o trimestre
de 28,2%, superior aos 27,9% registrados no mesmo período do ano
anterior, e acima dos 26,9% apresentados no último trimestre de
2002. O lucro bruto do período totalizou R$ 742,3 milhões, 23,8%
acima do 1o trimestre de 2002.
O 1o trimestre, que já é sazonalmente o mais fraco do ano, em 2003
ainda foi impactado pelo posicionamento desfavorável da Páscoa,
que ocorreu no 2o trimestre, gerando uma menor diluição de despesas
operacionais. Como percentual de vendas líquidas, as despesas totalizaram
20,2%, versus 19,7% no 1o trimestre de 2002. O lucro antes dos juros,
impostos, depreciação/amortização (EBITDA) cresceu 18,4% no período,
totalizando R$ 209,6 milhões, com uma margem de 8,0% (8,2% no 1o
trimestre de 2002).
O resultado financeiro continuou fortemente penalizado pelos altos
custos de captação e reduzidas receitas com crédito. As receitas
e despesas financeiras do trimestre totalizaram, respectivamente,
R$ 149,7 milhões e R$ 215,1 milhões, gerando um resultado financeiro
líquido negativo de R$ 65,3 milhões. Esse resultado é bastante inferior
ao apurado no mesmo trimestre de 2002 (negativo em R$ 12,6 milhões),
mas já demonstra alguma melhora em relação ao trimestre anterior
(negativo em R$ 102,7 milhões).
A alíquota efetiva do imposto de renda tem sido afetada, principalmente,
em função de créditos tributários sobre prejuízos fiscais de redes
adquiridas (em especial Sé e ABC Supermercados) e devido as adições/exclusões
permanentes na apuração do lucro real, resultando no trimestre um
crédito de imposto de renda no montante de R$ 6,2 milhões. O lucro
líquido do período foi de R$ 40,6 milhões, inferior aos R$ 55,8
milhões registrados no 1o trimestre de 2002, refletindo, principalmente
a menor diluição das despesas operacionais e o aumento das despesas
financeiras líquidas.
A Companhia apresentou novos avanços na administração do seu capital
de giro, com a extensão do prazo médio com fornecedores para 57
dias, versus 43 dias no mesmo período do ano anterior. O giro de
estoques foi penalizado pelo fato de que ao final do trimestre,
a Companhia já contava com produtos sazonais de Páscoa, para uma
venda que foi realizada somente em abril. Excluindo esses produtos
sazonais, o giro do trimestre foi de 42 dias, contra 38 dias no
1o trimestre de 2002.
Os investimentos do período totalizaram R$ 95,9 milhões versus R$
86,9 milhões no 1o trimestre de 2002. Estes investimentos foram
direcionados, principalmente, à conversão de 6 lojas Sé para o formato
Comprebem Barateiro e 8 lojas Sé para a bandeira Pão de Açúcar,
reforma de lojas, abertura de 1 loja Pão de Açúcar em um shopping
na cidade de Piracicaba (SP) e aquisição de terrenos.
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO EM LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA CONSOLIDADO

BALANÇO PATRIMONIAL CONSOLIDADO EM LEGISLAÇÃO SOCIETÁRIA

* A CBD não apresenta exposição aos efeitos das variações cambiais
uma vez que contrata operações de swap vinculados a variação do
CDI nos empréstimos em moeda estrangeira.
Detalhamento de Vendas Líquidas por Divisão - Consolidado
Em R$milhares - nominais (Legislação Societária)

* Lojas ainda não convertidas para o formato de lojas da CBD
Dados por Divisão em 31 de Março de 2003

Movimentação de Lojas por Divisão

Índices de Produtividade*
Em R$ - nominais (Legislação Societária)

* Os dados referentes a área de vendas, funcionários e checkouts
foram calculados baseado em valores médios proporcionais ao período
em que as lojas estiveram abertas.
Observação: Os indicadores de produtividade não incluem as redes
Sé e Comprebem
Composição de Vendas (% sobre vendas líquidas)

COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
Fernando Tracanella
Gerente de Relações com Investidores
Daniela Sabbag
Analista Financeiro
Fone: 55 (11) 3886 0421 Fax: 55 (11) 3884 2677
Email: pa.relmerc@paodeacucar.com.br
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THOMSON FINANCIAL Relações com Investidores
Doris Pompeu
Fone: 55 (11) 3848 0887 ext. 208
E-mail: doris.pompeu@thomsonir.com.br
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Declarações contidas neste comunicado relativo à perspectiva dos negócios
da Companhia, projeções de resultados operacionais e financeiros, e relativas
ao potencial de crescimento da Companhia, constituem-se em meras previsões
e foram baseadas nas expectativas da Administração em relação ao futuro
da Companhia. Estas expectativas são altamente dependentes de mudanças
no mercado, no desempenho econômico geral do Brasil, na indústria e nos
mercados internacionais, portanto estão sujeitas a mudança. |