CBD anuncia os resultados do segundo trimestre de 2003
São Paulo, Brasil, 29 de Julho de 2003 - A Companhia Brasileira
de Distribuição (CBD) - (BOVESPA: PCAR4; NYSE: CBD), anuncia
os resultados do 2º trimestre de 2003. As informações operacionais
e financeiras da Companhia, exceto onde estiver indicado de outra
forma, são apresentadas com base em números consolidados e em Reais,
conforme a Legislação Societária, assim como as comparações referem-se
ao ano de 2002.
Vendas líquidas atingem R$ 2,7 bilhões,
com crescimento de 26,3% em relação ao mesmo período
de 2002;
Vendas mesmas lojas crescem 10,7% no trimestre, com crescimento
de 16,0% em produtos alimentícios e queda de 8,3% em produtos
não-alimentícios;
As divisões hipermercados e supermercados registram crescimento
de dois dígitos em vendas mesmas lojas no trimestre;
Margem bruta de 28,6%, mesmo diante de uma elevada competitividade
de preços por parte da CBD;
EBITDA de R$ 221,4 milhões, com crescimento de 28,6% e margem
de 8,3%;
Lucro líquido de R$ 56,7 milhões no trimestre, com
crescimento de 12,1%.
A Companhia Brasileira de Distribuição (CBD) opera 489
lojas em 12 estados do País. A CBD atua sob quatro
formatos: supermercados (divisões Pão de Açúcar e Barateiro),
hipermercados (Extra) e lojas de produtos eletrônicos/eletrodomésticos
(Extra-Eletro). A CBD também opera lojas sob as
bandeiras Sé e Comprebem.
Comentários sobre Desempenho de Vendas
No 2o trimestre de 2003, a CBD apresentou vendas brutas de R$ 3.153,3
milhões e vendas líquidas de R$ 2.662,3 milhões, com crescimentos
de, respectivamente, 26,6% e 26,3% em relação ao mesmo período de
2002.
No trimestre, as vendas líquidas mesmas lojas dos produtos alimentícios
registraram crescimento de 16,0%, em contraste com uma queda de
8,3% nos produtos não alimentícios, os mais afetados pelo atual
cenário de elevadas taxas de juros e baixo poder aquisitivo da população.
Um dado que também ilustra esse cenário é a participação das vendas
de alimentos no total da Companhia, que passou de 78% no 2O trimestre
de 2002 para 82% no 2O trimestre de 2003.
O crescimento das vendas mesmas lojas total atingiu 10,7% no período,
com crescimento de dois dígitos tanto para Hipermercados quanto
para Supermercados.
É importante ressaltar que essa performance positiva foi obtida
não somente em função de um crescimento nominal no ticket médio,
mas também em função do aumento do fluxo de clientes na mesma base
de lojas. Esse fator reflete positivamente os ganhos obtidos em
eficiência operacional, os benefícios dos investimentos realizados
em remodelagem de lojas, uma elevada competitividade em preços,
avanços na gestão de categorias e eficiência na comunicação com
nossos clientes.
Evolução das Vendas Líquidas - Consolidado*
Variação 2003/2002 (%)

Obs.: Os valores de vendas "mesmas lojas" incluem apenas lojas com
no mínimo 12 meses de operação. * Se deflacionadas pelo IPCA, as
vendas totais do trimestre tiveram desempenho de 7,4% superiores
ao mesmo período do ano anterior. Em mesmas lojas o desempenho foi
de -5,3%.
Comentários do Resultado
Apesar do crescente nível de competitividade de preços no mercado
de varejo brasileiro, a CBD conseguiu, em função da combinação de
uma eficaz gestão de preços com um maior esforço de negociação junto
aos seus fornecedores, alcançar no 2º Trimestre uma margem bruta
de 28,6%, superando ligeiramente (+0,1%) o resultado do mesmo período
do ano anterior. O lucro bruto do período totalizou R$ 762,7 milhões,
27,1% acima do registrado no 2o trimestre de 2002.
As despesas operacionais sobre as vendas líquidas atingiram 20,3%,
patamar idêntico ao do 2o trimestre de 2002. Vale mencionar que
esse resultado foi obtido a despeito do cenário de vendas retraídas
e, portanto, menor diluição de despesas. Adicionalmente, foi verificada
uma pressão de custos em serviços públicos e de terceiros, que apresentaram
aumentos superiores à evolução das vendas no período.
A margem EBITDA do trimestre atingiu 8,3%, superior aos 8,2% registrados
no mesmo trimestre de 2002, e teve como principal alavanca o incremento
da margem bruta no período. O EBITDA registrado no trimestre foi
de R$ 221,4 milhões, com crescimento de 28,6% em relação ao mesmo
trimestre de 2002.
A CBD obteve no trimestre um lucro antes de juros e impostos - EBIT
de R$ 116,7 milhões, com crescimento de 51,6%. A margem EBIT do
período atingiu 4,4%, que se compara a uma margem de 3,7% no mesmo
período de 2002.
O resultado financeiro continuou fortemente penalizado pelos altos
custos de captação e reduzidas receitas com crédito, fruto do desaquecimento
das vendas de bens duráveis no país. As receitas e despesas financeiras
do trimestre totalizaram, respectivamente, R$ 143,3 milhões e R$
201,2 milhões, gerando um resultado financeiro líquido negativo
de R$ 57,9 milhões, versus um resultado financeiro negativo de R$
5,1 milhões no 2O trimestre de 2002.
A alíquota efetiva do imposto de renda tem sido afetada, principalmente,
em função de créditos tributários sobre prejuízos fiscais de redes
adquiridas, resultando no trimestre um crédito de imposto de renda
no montante de R$ 8,1 milhões.
O lucro líquido do período foi de R$ 56,7 milhões, superior aos
R$ 50,6 milhões registrados no 2o trimestre de 2002, refletindo
a melhora das margens bruta e EBITDA, fator esse que acabou minimizando
o aumento das despesas financeiras líquidas.
A Companhia reduziu seus estoques em R$ 180 milhões em relação à
posição do 1º trimestre, melhorando o seu giro de 46 dias para 40
dias, e atingindo um patamar semelhante ao do 2º trimestre de 2002
(39 dias). O prazo médio com fornecedores foi de 42 dias, semelhante
ao registrado no 2º trimestre do ano anterior (41 dias).
No 2º trimestre de 2003, os investimentos realizados totalizaram
R$ 96,7 milhões, ante R$ 213,4 milhões no mesmo período de 2002.
No 1º semestre de 2003, os investimentos acumularam R$ 192,6 milhões,
ante R$ 298,6 milhões no 1º semestre de 2002.
Os principais destaques dos investimentos foram:
- Conversões das lojas Sé nos formatos da Companhia.
No trimestre, quatro lojas Sé foram convertidas para o formato
Comprebem Barateiro e cinco lojas Sé para a bandeira Pão
de Açúcar;
- Início da construção de 4 novos hipermercados
(a serem inaugurados em Outubro e Novembro);
- Reforma de 20 lojas Comprebem Barateiro, 5 hipermercados Extra,
8 lojas Pão de Açúcar e 6 lojas Extra Eletro;
- Abertura de 3 postos de combustível e início da
construção de um novo posto na loja Extra de São
Caetano (SP);
- Aquisição de terrenos estratégicos.
Demonstração do Resultado Consolidado em Legislação Societária
(R$ mil)

Balanço Patrimonial Consolidado em Legislação
Societária (R$ mil)

* A CBD não apresenta exposição aos efeitos das variações cambiais
uma vez que contrata operações de swap vinculados a variação do
CDI nos empréstimos em moeda estrangeira.
Detalhamento de Vendas Líquidas por Divisão - Consolidado
Em R$milhares - nominais (Legislação Societária)

* Lojas ainda não convertidas para o formato de lojas da CBD
Movimentação de Lojas por Divisão

Dados por Divisão em 30 de junho de 2003

Composição de Vendas (% sobre Vendas Líquidas)

Índices de Produtividade
Em R$ - nominais (Legislação Societária)
* Os dados referentes a área de vendas, funcionários e checkouts
foram calculados baseado em valores médios proporcionais ao período
em que as lojas estiveram abertas.
Observação: Os indicadores de produtividade não incluem as redes
Sé e Comprebem
COMPANHIA BRASILEIRA DE DISTRIBUIÇÃO
Fernando Tracanella
Diretor de Relações com Investidores
Daniela Sabbag
Analista Financeiro
Fone: 55 (11) 3886 0421 Fax: 55 (11) 3884 2677
Email: cbd.ri@paodeacucar.com.br
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THOMSON FINANCIAL Relações com Investidores
Doris Pompeu
Fone: 55 (11) 3848 0887 ext. 208
E-mail: doris.pompeu@thomsonir.com.br
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Declarações contidas neste comunicado relativo à perspectiva dos
negócios da Companhia, projeções de resultados operacionais e financeiros,
e relativas ao potencial de crescimento da Companhia, constituem-se
em meras previsões e foram baseadas nas expectativas da Administração
em relação ao futuro da Companhia. Estas expectativas são altamente
dependentes de mudanças no mercado, no desempenho econômico geral
do Brasil, na indústria e nos mercados internacionais, portanto
estão sujeitas à mudança. |